Consentimento ético em pesquisa: de Nuremberg à inteligência artificial

Autores

Resumo

O consentimento informado é um princípio ético central em pesquisas com seres humanos, que evolui
desde o Código de Nuremberg, estabelecido após as atrocidades da Segunda Guerra Mundial, até os
desafios contemporâneos impostos pela inteligência artificial. Documentos como a Declaração de
Helsinque e a Declaração Universal sobre Bioética e Direitos Humanos reforçam a importância de respeitar
a autonomia e os direitos dos participantes. No Brasil, a ética em pesquisa é regulamentada pelo
Sistema Nacional de Ética em Pesquisa, com normas adaptadas, incluindo o uso de consentimento
eletrônico, especialmente após a pandemia de covid-19. A inteligência artificial introduz desafios éticos,
como transparência, explicabilidade e vieses algorítmicos, comprometendo a compreensão dos participantes
sobre processos. A evolução do consentimento deve acompanhar os avanços tecnológicos,
garantindo que indivíduos compreendam os riscos e tenham controle sobre seus dados, preservando
sua autonomia e dignidade em um cenário de transformação digital.

Palavras-chave:

Consentimento Informado. Autonomia Pessoal. Bioética. Inteligência Artificial.

Biografia do Autor

Hévelin Silveira e Silva, Universidade de Brasília, Brasília/DF, Brasil.

Hévelin Silveira e Silva –Mestre– hevelinss@gmail.com
0000-0002-6275-9368

Flávia Reis de Andrade , Universidade de Brasília, Brasília/DF, Brasil.

Flávia Reis de Andrade – Doutora – flaviaandrade@unb.br
0000-0001-9461-0325

Como Citar

1.
Silveira e Silva H, Reis de Andrade F. Consentimento ético em pesquisa: de Nuremberg à inteligência artificial. Rev. Bioét. [Internet]. 6º de abril de 2026 [citado 19º de abril de 2026];34. Disponível em: https://revistabioetica.cfm.org.br/revista_bioetica/article/view/3932