Filosofia de Hannah Arendt: júri simulado no internato médico
Resumo
Este artigo propõe o júri simulado bioético como prática pedagógica estruturante para o desenvolvimento do juízo moral no internato médico, ancorado na filosofia educacional de Hannah Arendt. Com abordagem teórico-conceitual e revisão sistematizada da literatura, analisa-se como a autoridade docente, compreendida como responsabilidade ética, pode mediar a inserção dos estudantes no universo normativo da Medicina. A metodologia mobiliza quatro eixos temáticos — internato, ética clínica, metodologias ativas e filosofia arendtiana — articulando fundamentos jurídicos, pedagógicos e bioéticos. O júri simulado é apresentado como espaço protegido e deliberativo, capaz de integrar saber técnico, reflexão moral e responsabilidade institucional. Ao situar a ética como competência clínica essencial, a proposta contribui para a superação do ensino normativo e favorece uma educação médica crítica, plural e comprometida com a formação de sujeitos éticos em tempos de crise.
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