Violência acadêmica e saúde mental em estudantes de medicina
Resumo
As agressões, abusos e maus tratos vivenciados por estudantes de medicina incluem discriminação racial, sexual e/ou étnica, humilhações públicas, avaliações injustas e privação de oportunidades. Este estudo transversal e quantitativo incluiu 195 estudantes de medicina de uma universidade do Sul do Brasil. Foram aplicados questionários sociodemográficos sobre experiências de violência institucional e um instrumento de triagem para transtornos mentais comuns. A coleta ocorreu entre março e abril de 2024. A prevalência de transtornos mentais comuns foi de 46,67%, os quais foram significativamente associados a agressões
verbais (“gritos ou berros”, p=0,035; OR=7,27) e comentários depreciativos sobre a futura especialidade médica (p=0,039; OR=3,01). Os principais perpetradores foram médicos (71,4%). Os resultados evidenciam a urgente necessidade de intervenções institucionais e pedagógicas que previnam essas práticas, promovam ambientes acadêmicos mais saudáveis e ofereçam suporte psicológico aos estudantes ao longo da formação.
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