Ética, igualdade e inteligência artificial
Resumo
A inteligência artificial traz profundas alterações à sociedade, sejam sociais, econômicas ou culturais, com importantes repercussões em princípios éticos universalmente partilhados, como liberdade, privacidade, igualdade e não discriminação, em especial no setor da saúde. Se por um lado seu desenvolvimento pode gerar crescimento econômico, por outro pode agravar a vulnerabilidade de diversos grupos, como mulheres, idosos ou pessoas com deficiência, em decorrência de desinformação ou de vieses algorítmicos. O artigo analisa os mais relevantes instrumentos legais existentes que enquadram a inteligência artificial como ferramenta de fomento de igualdade e de inclusão geral e conclui que é preciso promover estratégias holísticas para colocar as oportunidades geradas por ela à frente dos riscos.
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