A autonomia kantiana e o enredo da exclusão: análise das condições sócio-históricas brasileiras geradas pelo processo colonizador


Resumo


Esse artigo reflete acerca do conceito de autonomia kantiano, reproduzido da modernidade à pós-modernidade, considerando de que forma se distancia do processo colonizador. Demonstrar-se-á por análise sócio-histórica, a partir do que foi denominado como enredo da exclusão, o quanto o conceito de autonomia está distante da condição de vida de populações brasileiras, geradas pela exclusão de cinco séculos. A manutenção de uma recursividade dominante e distante, por meio do matiz do desenvolvimento das ciências e tecnologias, tem ofuscado os efeitos do processo colonizador, que se desdobrou em novas formas de exclusão. A conclusão aponta que à medida que se desnudam as condições sócio-históricas de manutenção do enredo da exclusão, o encontro entre as epistemologias hegemônicas e as narrativas das populações em situação de exclusão, ainda incomensuráveis, poderá fomentar novos sentidos à compreensão da vulnerabilidade humana.


Palavras-chave


Autonomia pessoal. Direitos humanos. Populações vulneráveis. Grupos étnicos.

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