Responsabilidade e tecnologia: a questão da distanásia

Resumo

Este artigo reflete acerca da distanásia, como consequência do desenvolvimento científico-tecnológico que conduziu à instrumentalização da medicina e medicalização da morte. Apresenta aspectos da formação médica que implicam que a morte seja vista não como parte da vida, mas sinônimo de fracasso médico. Argumenta que o avanço tecnológico permite curar a doença, mas não a morte, o que torna necessário refletir sobre a utilização sistemática e acrítica de tecnologia no final da vida. A análise baseia-se no princípio da responsabilidade de Hans Jonas, tomado como ferramenta filosófica importante para compreender o contexto. Busca-se levantar as causas e os princípios bioéticos subjacentes à distanásia e a relação desenvolvimento tecnológico-responsabilidade, no âmbito da prática clínica na fase terminal. Tentar-se-á ainda mostrar a necessidade de mudar o paradigma de tratamento da pessoa doente, sobretudo terminal ou crônica, como corolário dessa responsabilidade.

Palavras-chave:

Distanásia. Tecnologia. Cuidados paliativos. Responsabilidade social.

Como Citar

1.
Responsabilidade e tecnologia: a questão da distanásia. Rev. bioét.(Impr.). [Internet]. 27º de dezembro de 2011 [citado 18º de abril de 2024];19(3). Disponível em: https://revistabioetica.cfm.org.br/revista_bioetica/article/view/666