Neonatologia e terminalidade da vida: as implicações bioéticas da relação equipe de saúde-paciente-família

Resumo

Objetivou-se conhecer o que representa o paciente neonato terminal para a equipe de saúde, bem como a relação desta com o paciente neonato terminal e sua família. Com método
qualitativo-descritivo e diretriz metodológica do discurso do sujeito coletivo, entrevistou-se 20 profissionais de saúde, maiores de 25 anos, responsáveis pelo tratamento e cuidado de pacientes neonatos em fase terminal, atuantes em hospital de médio porte da cidade de Pouso Alegre (MG). Os resultados encontrados reforçam que o conflito entre a personalidade profissional e a realidade da área da saúde norteia a relação equipe de saúde-paciente neonato terminal-família, induzindo a equipe a julgar a própria presença como embaraçosa e inútil junto à família deste
paciente. Porém, os princípios bioéticos na terminalidade da vida ultrapassam o direito dos familiares à verdade e estabelecem que, mediante o direito ao diálogo com a equipe, a personificação da relação equipe de saúde-paciente neonato terminal se firme como essência
ética desta relação.

Palavras-chave:

Relações médico-paciente. Doente terminal. Neonatologia. Bioética.

Como Citar

1.
Neonatologia e terminalidade da vida: as implicações bioéticas da relação equipe de saúde-paciente-família. Rev. bioét.(Impr.). [Internet]. 7º de janeiro de 2011 [citado 24º de julho de 2024];18(3). Disponível em: https://revistabioetica.cfm.org.br/revista_bioetica/article/view/593