Governança hospitalar, saúde mental e bioética na sindemia de covid-19

Autores

Resumo

Este artigo analisou as respostas institucionais da governança pública em saúde mental adotadas por um hospital universitário público durante a sindemia de covid-19, com ênfase nos modelos bioéticos que fundamentaram as decisões organizacionais diante do sofrimento psíquico dos trabalhadores. Trata-se de estudo observacional, descritivo-exploratório, com abordagem mista, longitudinal e
retrospectiva, realizado entre 2017 e 2021, em Alagoas. Foram analisados 765 registros de afastamento por transtornos mentais e foram conduzidas entrevistas com gestores. Os dados foram submetidos a análise estatística e temática. Não houve aumento significativo nos afastamentos, com maior incidência entre trabalhadores de contato intermediário. A análise evidenciou dilemas éticos, como a suspensão de cirurgias eletivas. As respostas da governança foram predominantemente orientadas pelo principialismo bioético, equilibrando autonomia, justiça, beneficência e não maleficência. A adoção de um modelo bioético articulado a estratégias institucionais configurou-se como elemento protetivo à saúde mental e favoreceu uma resposta ética e humanizada à crise sanitária.

Palavras-chave:

Bioética. Governança em saúde. Saúde mental. COVID-19. Pandemias, Bioética. Governança em saúde. Saúde mental. Covid-19. Sindemia.

Biografia do Autor

Simone Regina Alves de Freitas Barros, Hospital Universitário Professor Alberto Antunes, Rede HU Brasil, Maceió/AL, Brasil.

Simone Barros – Doutora – simoninhabarros2010@hotmail.com
0000-0003-0353-8546

Diego Freitas Rodrigues, Universidade Federal de Pernambuco, Recife/PE, Brasil.

Diego Freitas Rodrigues – Doutor – diego.frodrigues@ufpe.br
0000-0001-5698-596X

Como Citar

1.
Regina Alves de Freitas Barros S, Freitas Rodrigues D. Governança hospitalar, saúde mental e bioética na sindemia de covid-19. Rev. Bioét. [Internet]. 21º de outubro de 2026 [citado 21º de outubro de 2026];34. Disponível em: https://revistabioetica.cfm.org.br/revista_bioetica/article/view/4128