Biodireito e limites coercitivos: análise das normativas para cuidados paliativos

Autores

Resumo

As normativas do biodireito são primordiais para a evolução dos cuidados paliativos no Brasil. Este estudo objetivou identificar normativas brasileiras sobre cuidados paliativos e analisar seus limites coercitivos. Realizou-se uma pesquisa documental qualiquantitativa, entre setembro de 2024 e março de 2025, com buscas em bases governamentais e repositórios de hospitais universitários federais. Os resultados evidenciaram a ausência de leis federais sobre cuidados paliativos. Também se verificou que, no âmbito estadual, apenas 16 estados (59,2%) tinham legislação nesse tema, totalizando 24 normas (duas com limites coercitivos). Nos hospitais, somente 17 unidades (37,7%) apresentaram regulamentação sobre cuidados paliativos, perfazendo 37 normas (seis com ações coercitivas). A análise conjunta identificou 64 normas nessa temática, das quais apenas nove (14%) continham limites coercitivos. Constatou-se uma lacuna na legislação federal sobre cuidados paliativos. Os estados brasileiros e os hospitais necessitam
avançar na regulamentação a respeito desse cuidado. Por fim, a insuficiência de ações coercitivas normativas traz incertezas quanto à sua efetividade.

Palavras-chave:

Bioética, Cuidados paliativos, Diretrizes normativas

Biografia do Autor

Klinger Ricardo Dantas Pinto, Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, Porto, Portugal.

Klinger Ricardo Dantas Pinto – Mestre – klingerp@yahoo.com
0000-0003-0240-9080

Francisca Rego, Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, Porto, Portugal.

Francisca Rego – Doutora – mfrego@med.up.pt
0000-0001-8083-7895

Rui Nunes, Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, Porto, Portugal.

Rui Nunes – Doutor – ruinunes@med.up.pt
0000-0002-1377-9899

Como Citar

1.
Dantas Pinto KR, Rego F, Nunes R. Biodireito e limites coercitivos: análise das normativas para cuidados paliativos. Rev. Bioét. [Internet]. 16º de dezembro de 2025 [citado 22º de janeiro de 2026];33. Disponível em: https://revistabioetica.cfm.org.br/revista_bioetica/article/view/4004