Fadiga por compaixão e estratégias de enfrentamento diante da finitude

Autores

Resumo

A fadiga por compaixão é uma ameaça à saúde mental de profissionais de saúde diante da dificuldade em manejar a empatia. Assim, buscou-se verificar na literatura científica a correlação entre a fadiga por compaixão e a atuação de profissionais em unidades hospitalares que lidam constantemente com a morte, considerando estratégias adotadas para autocuidado. Realizou-se revisão integrativa da literatura, que identificou 11 artigos, nas bases de dados MEDLINE e PubMed, publicados entre 2011 e 2021. Constatou-se que a fadiga por compaixão ocorre com maior frequência em profissionais que lidam direta e recorrentemente com a morte, principalmente quando medidas distanásicas são adotadas. As principais estratégias de adaptação psicológica detectadas foram discussão de casos entre equipes, momentos de lazer e apoio de colegas, espiritualidade e meditação, além de uma liderança construtiva. Ressalta-se a necessidade de maior aprofundamento e novas pesquisas diante da escassez de estudos sobre o tema, principalmente no Brasil.

Palavras-chave:

Fadiga por Compaixão, Morte, Autocuidado, Estratégias de Enfrentamento

Biografia do Autor

Aline Aparecida Cardoso, Universidade Federal de São Paulo

Psicóloga graduada pela Faculdade de Americana - FAM (2014). Residente do programa de Residência Multiprofissional em Saúde, no departamento de Anestesiologia e Cuidados Intensivos da Universidade Federal de São Paulo - UNIFESP (2019/2021). Dedicação profissional e acadêmica aos temas de cuidados paliativos, luto, estresse, saúde mental e reabilitação neuropsicológica, intervenções em situação de crise e terapia assistida por animais.

Como Citar

1.
Cardoso AA, Vieira Tomotani DY, Mucci S. Fadiga por compaixão e estratégias de enfrentamento diante da finitude. Rev. bioét.(Impr.). [Internet]. 13º de março de 2024 [citado 19º de abril de 2024];31(3). Disponível em: https://revistabioetica.cfm.org.br/revista_bioetica/article/view/3271