Médico como arquiteto da escolha: paternalismo e respeito à autonomia

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Resumo

cresce expressivamente o número de estudos voltados exclusivamente à referida área. O fortalecimento da concepção de autonomia passou também a abranger a figura do paciente, com notória ampliação de sua esfera de participação e de influência na tomada de decisão em tratamentos e em procedimentos clínicos, mitigando aquela concepção exacerbadamente paternalista que recaía sobre a figura do profissional médico. Porém, daí insurge grave problemática: quais são os limites dessa autonomia? Acredita-se que a solução se encontra na ideia do paternalismo libertário, tese de Richard Thaler e Cass Sunstein, em que o médico atua como arquiteto da escolha do paciente. A partir do método hipotético-dedutivo, o objetivo do presente ensaio é verificar a possibilidade de adequar o método do paternalismo libertário à prática médica, mormente em relação aos hard cases, estabelecendo o alcance e os limites da autonomia do paciente.

Palavras-chave:

Relações médico-paciente. Autonomia pessoal. Paternalismo. Recusa do paciente ao tratamento.

Como Citar

1.
de Araújo Lima AF, de Souza Machado FI. Médico como arquiteto da escolha: paternalismo e respeito à autonomia. Rev. bioét.(Impr.). [Internet]. 5º de abril de 2021 [citado 21º de fevereiro de 2024];29(1). Disponível em: https://revistabioetica.cfm.org.br/revista_bioetica/article/view/2408