A relação pessoal como acesso privilegiado para o doente mental grave

Autores

  • Maria Victoria Roque

Resumo

A maioria dos problemas bioéticos atualmente apresentados estão centrados na biotecnologia, mas para encontrar a orientação e o sentido autêntico do progresso científico faz-se necessária uma fundamentação na pessoa humana, ou seja, uma antropologia.

No caso das demências graves, como a de Alzheimer, as intervenções terapêuticas nos níveis farmacológico e psicológico resultam insuficientes para o paciente; portanto, para um efetivo tratamento, é indispensável o acesso a todas as dimensões da pessoa doente, das quais a dimensão relacional, constitutiva de todo ser humano, é extremamente importante. Ela precisa – apesar de sua deterioração físico -mental – estabelecer conosco uma relação interpessoal, que temos que estimular, ao mesmo tempo que nos aporta um incremento de valores.

Palavras-chave:

Relação interpessoal`, dignidade do doente mental, identidade pessoal, vida humana

Biografia do Autor

Maria Victoria Roque

Professora de Antropologia e Bioética na Faculdade de Ciências da Saúde; diretora do Centro de Estudos de Bioética da Universidade Internacional da Catalunha

Publicado:

2009-11-03

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Como Citar

1.
Roque MV. A relação pessoal como acesso privilegiado para o doente mental grave. Rev. bioét.(Impr.). [Internet]. 3º de novembro de 2009 [citado 4º de março de 2024];9(1). Disponível em: https://revistabioetica.cfm.org.br/revista_bioetica/article/view/230