Sobre a desfiguração do conceito de humano na bioética

Autores

Resumo

Este ensaio apresenta a interpretação hegemônica de “humano” na bioética e representa esse paradigma a partir do conceito de Dasein (ser-aí), de Martin Heidegger. A primeira parte do artigo discute de que maneira o “esquecimento do ser” (Seinsvergessenheit) possibilita emergir o “sujeito”, que encontra na razão e na metafísica modernas solo fértil para o predomínio do modelo dual, sujeito-objeto, em todos os fenômenos, e em específico na bioética. Buscando outro encaminhamento, na parte final do trabalho reflete-se acerca da originalidade da interpretação heideggeriana sobre a experiência humana enquanto Dasein. Pretende-se potencializar debate que possa alargar o horizonte da bioética ao desencobrir o conceito de “homem” e, com ele, toda uma gama de conceitos “herdeiros”, integralmente submersos em camadas calcificadas de tradição.

Palavras-chave:

Bioética. Seres Humanos. Filosofia. Metafísica

Biografia do Autor

João Cardoso de Castro, UNIFESO

Doutor em Bioética pelo Programa de Pós-Graduação em Bioética, Ética Aplicada e Saúde Coletiva - UFRJ, com período sanduíche [CAPES] na DePaul University (Chicago). Possui graduação em Filosofia pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (2005) e mestrado em Educação em Ciências e Saúde pela UFRJ (2009). Atualmente é professor de Ética, Bioética e Filosofia em cursos de graduação e Coordenador da Editora Unifeso (DPPE). Principais temas de atuação: filosofia antiga, Heidegger, fenomenologia, epistemologia, ética, bioética

Murilo Cardoso de Castro, UFRJ

Doutor em Filosofia (UFRJ), doutor em Geografia (UFRJ), com período sanduíche na Université Sorbonne Nouvelle - Paris 3 (1999), mestrado em Geografia (UFRJ).

Como Citar

1.
de Castro JC, de Castro MC. Sobre a desfiguração do conceito de humano na bioética. Rev. bioét.(Impr.). [Internet]. 21º de dezembro de 2020 [citado 24º de fevereiro de 2024];28(4). Disponível em: https://revistabioetica.cfm.org.br/revista_bioetica/article/view/2128