Interfaces entre saúde coletiva e bioética: a nanotecnologia como objeto-modelo

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Resumo

Este artigo trata das interfaces entre bioética e saúde coletiva, que têm como principal denominador comum a conflituosidade que afeta a garantia da saúde como direito em meio cultural plural. Como campos interdisciplinares, tanto bioética quanto saúde coletiva são aqui entendidas como empreendimentos científicos e práticos situados em seu tempo. Representam esforço científico de compreender – para transformar – um mundo complexo e dinâmico e são reflexo desta mesma complexidade. Para demonstrar como esses campos se entrecruzam em suas formas de análise e articulações teóricas, toma-se o exemplo da nanotecnologia, abordada aqui como objeto-modelo que ilustra a maneira pelas quais as novas biotecnologias interceptam e transformam iniquidades já existentes, determinando novas representações que o ser humano tem de si, de sua saúde e de sua doença.

 

Palavras-chave:

Bioética. Saúde pública. Nanotecnologia.

Biografia do Autor

Monique Pyrrho, Universidade de Brasília

Programa de Pós-Graduação em Bioética da Universidade de Brasília, UnB, Brasília, DF, Brasil

Fermin Roland Schramm, Escola Nacional de Saúde Pública – ENSP/FIOCRUZ, Rio de Janeiro, RJ, Brasil

Escola Nacional de Saúde Pública – ENSP/FIOCRUZ, Rio de Janeiro, RJ, Brasil

Como Citar

1.
Pyrrho M, Roland Schramm F. Interfaces entre saúde coletiva e bioética: a nanotecnologia como objeto-modelo. Rev. bioét.(Impr.). [Internet]. 19º de dezembro de 2019 [citado 25º de maio de 2024];27(4). Disponível em: https://revistabioetica.cfm.org.br/revista_bioetica/article/view/2099