Ontologia política da doença: em defesa da saúde pública

Autores

Resumo

O debate acerca do papel e da abrangência do Sistema Único de Saúde brasileiro tem gerado inúmeras posições e propostas de mudança, que vão desde a manutenção do atual modelo – universal – até a completa privatização. Este artigo visa defender o modelo universal e público de saúde, tendo como referência a obra do sanitarista italiano Giovanni Berlinguer. Esta proposta considera que a saúde é bem coletivo, público, e, portanto, deve ser gerida por esse mesmo coletivo, observadas as necessidades particulares. Baseada na releitura dos trabalhos de Berlinguer, referência para o modelo brasileiro, esta pesquisa avança na discussão sobre saúde pública e sua ligação com a estabilidade social. Considerar essa influência no contexto de bem-estar social significa, ao mesmo tempo, não segregar, não excluir e permitir que todas as pessoas tenham vida digna.



Palavras-chave:

Política. Sistema Único de Saúde. Doença.

Biografia do Autor

Savio Gonçalves dos Santos, Universidade de Brasília - UnB Universidade de Uberaba - Uniube

Doutorando em Bioética pelo Programa de Pós-graduação da Cátedra de Bioética da Unesco (UnB). Mestre em Filosofia pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU). Especialista em Educação Superior pela Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM). Bacharel em Filosofia pela Faculdade Católica de Uberlândia (PUC/MG). Coordenador do Núcleo de Estudos em Bioética e Biodireito (NeBio2), pesquisador com bolsa institucional, docente da pós-graduação (Bioética, Filosofia Ambiental, Filosofia da Educação e Metodologia da Pesquisa), da graduação e EAD da Universidade de Uberaba (UNIUBE)

Gabriele Cornelli, Universidade de Brasília - UnB

Professor de Filosofia Antiga (Associado II) do Departamento de Filosofia da Universidade de Brasília (UnB). Pós-doutorado em Filosofia Antiga pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), pela Università degli Studi di Napoli, Federico II (Itália) e pela Universidade de Oxford (Reino Unido), é Coordenador do Programa de Mestrado em Metafísica e Orientador do Mestrado e Doutorado em Bioética da UnB. Já foi coordenador do Programa do Programa de Pós-Graduação em Filosofia e do Programa de Pós-Graduação em Bioética na mesma Universidade, assim como do Núcleo de Estudos Clássicos (NEC). 

Como Citar

1.
dos Santos SG, Cornelli G. Ontologia política da doença: em defesa da saúde pública. Rev. bioét.(Impr.). [Internet]. 19º de junho de 2019 [citado 21º de fevereiro de 2024];27(2). Disponível em: https://revistabioetica.cfm.org.br/revista_bioetica/article/view/1943