Tem cabimento o que não é justo? A propósito da justificação dos juízos morais

Autores

  • Pablo Dias Fortes
  • Sergio Rego

Resumo

O propósito deste ensaio é refletir sobre o problema da justificação moral e sua relação com a ideia de justiça. Argumenta-se que, enquanto predicado dos juízos morais, a ideia de justiça envolve dois requisitos éticos articulados entre si: o primeiro assinala a aspiração a garantir sentido não arbitrário para normas a que devemos obediência; o segundo reflete a ênfase no caráter duplamente consensual e universalizável dessas normas. Por fim, conclui-se que o desafio do consentimento recíproco, condição para o consenso normativo, está ligado ao sentido construtivo da moralidade, em torno do qual a noção da justiça pode assumir valor igualmente pedagógico para os agentes morais.

Palavras-chave:

Princípios morais. Ética. Teoria ética. Tomada de decisões. Análise ética.

Biografia do Autor

Pablo Dias Fortes

Graduado em filosofia (UFRJ), mestre em educação (UFRJ) e doutorando do Programa de Pós-Graduação em Bioética, Ética Aplicada e Saúde Coletiva/PPGBios (UFRJ/UERJ/UFF/FIOCRUZ). Desde 2006 integra o corpo de servidores da carreira de desenvolvimento tecnológico da FIOCRUZ, realizando atualmente atividades de investigação e ensino no âmbito do Centro de Referência Professor Hélio Fraga (ENSP/FIOCRUZ), com foco em estudos sobre a relação entre moralidade e saúde.

Como Citar

1.
Fortes PD, Rego S. Tem cabimento o que não é justo? A propósito da justificação dos juízos morais. Rev. bioét.(Impr.). [Internet]. 20º de março de 2018 [citado 1º de março de 2024];26(1). Disponível em: https://revistabioetica.cfm.org.br/revista_bioetica/article/view/1653