Declaração Universal sobre Bioética e Direitos Humanos: referência para vigilância sanitária em comunidades terapêuticas

Autores

  • Bruno Rodolfo Schlemper Junior Universidade do Oeste de Santa Catarina/Joaçaba

Resumo

O grave problema do abuso de substâncias psicoativas pode exigir internação temporária de dependentes. Consequentemente, governos recorrem às comunidades terapêuticas, que, apesar de criticadas por alguns,
acolhem milhares de indivíduos hipervulneráveis no Brasil, tornando-se setor propício para contribuição da bioética. Mesmo não integrando a rede pública de atenção à saúde mental, comunidades terapêuticas são regidas
por resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (RDC 29/2011), responsável por seu licenciamento, supervisão e requisitos de segurança sanitária. Porém, no desempenho de suas funções não são adotados parâmetros
de avaliação indispensáveis a acolhimento ético compatível com a proteção da cidadania e de respeito aos direitos dos dependentes. Assim, analisa-se a presença das comunidades terapêuticas no contexto brasileiro
e identificam-se as ações da vigilância sanitária nessas inspeções, propondo-se inserir os princípios da Declaração Universal sobre Bioética e Direitos Humanos para fortalecer e enriquecer esses procedimentos.

Palavras-chave:

Bioética. Comunidade terapêutica. Vigilância sanitária. Usuários de drogas. Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura.

Biografia do Autor

Bruno Rodolfo Schlemper Junior, Universidade do Oeste de Santa Catarina/Joaçaba

Mestrado em Biociências e Saúde.

Como Citar

1.
Schlemper Junior BR. Declaração Universal sobre Bioética e Direitos Humanos: referência para vigilância sanitária em comunidades terapêuticas. Rev. bioét.(Impr.). [Internet]. 5º de dezembro de 2017 [citado 15º de julho de 2024];25(3). Disponível em: https://revistabioetica.cfm.org.br/revista_bioetica/article/view/1447