Limitação do suporte de vida na terapia intensiva: percepção médica

Autores

  • Emanuelle Caires Dias Araújo Nunes Universidade Federal da Bahia
  • Jéssica de Oliveira Sousa Universidade Federal da Bahia

Resumo

Analisou-se o processo de tomada de decisão médica para limitar o suporte de vida de pacientes críticos. Tratase de pesquisa exploratório-descritiva e qualitativa, realizada por entrevista semiestruturada com 14 médicos
em hospital público no sudoeste baiano. Utilizou-se a técnica do discurso do sujeito coletivo, identificando seis ideias centrais: limitar não é prescrever terapia inútil a paciente terminal; o paciente tem direito à morte digna
e a cuidados paliativos; é preciso perceber a família e o papel do profissional em incluí-la na limitação do suporte de vida; decidir pela limitação é questão racional e médica; a família é apenas comunicada; não sou Deus,
tenho incertezas e medo de diagnosticar a terminalidade; a medicina tem muitos vieses, como vou protocolar a limitação? E uma ancoragem: se tem câncer, não temos dificuldade para limitar o suporte diante da terminalidade. Concluiu-se que há necessidade de aprimorar a formação médica em relação à morte e seus desafios.

Palavras-chave:

Doente terminal. Morte. Unidades de terapia intensiva. Tomada de decisões.

Biografia do Autor

Emanuelle Caires Dias Araújo Nunes, Universidade Federal da Bahia

Mestre em Enfermagem e Saúde. Professora Assistente da UFBA/IMS/CAT.

Como Citar

1.
Nunes ECDA, Sousa J de O. Limitação do suporte de vida na terapia intensiva: percepção médica. Rev. bioét.(Impr.). [Internet]. 5º de dezembro de 2017 [citado 29º de fevereiro de 2024];25(3). Disponível em: https://revistabioetica.cfm.org.br/revista_bioetica/article/view/1358