Sobrediagnóstico e suas implicações na engenharia clínica

Autores

  • Fotini Santos Toscas Universidade de Brasília (UnB).
  • Fernanda Toscas Universidade de Ribeirão Preto (Unaerp).

Resumo

Pretendeu-se analisar em que medida o uso indiscriminado de tecnologias médicas pode causar prejuízos. A metodologia envolveu a revisão da literatura acerca do emprego de tecnologias capazes de detectar doenças de maneira bastante precoce, gerando diagnósticos prematuros, ações desnecessárias e oneração dos sistemas de saúde, o que resultou em orientações centradas no uso racional das tecnologias médicas, para garantir o acesso aos que realmente terão benefícios, bem como a proteção dos que não precisam ser expostos a risco. A engenharia clínica destina-se a auxiliar, e mesmo interferir, na área da saúde em função de bem-estar, segurança, redução de custos e qualidade nos serviços de saúde. Os custos com a saúde têm aumentado drasticamente, e é uma preocupação mundial. Os aportes financeiros são finitos diante de inúmeros
recursos tecnológicos disponíveis. As questões éticas e bioéticas que devem fundamentar as políticas e as práticas dos profissionais de saúde foram consideradas ao final.

Palavras-chave:

Engenharia biomédica. Sistemas de saúde. Bioética e tecnologia biomédica.

Como Citar

1.
Toscas FS, Toscas F. Sobrediagnóstico e suas implicações na engenharia clínica. Rev. bioét.(Impr.). [Internet]. 26º de novembro de 2015 [citado 29º de fevereiro de 2024];23(3). Disponível em: https://revistabioetica.cfm.org.br/revista_bioetica/article/view/1100