Reflexões bioéticas sobre o acesso de transexuais à saúde pública

Renato Canevari Dutra da Silva, Ana Bárbara de Brito Silva, Fernanda Cunha Alves, Kemilly Gonçalves Ferreira, Lizza Dalla Valle Nascimento, Maryanna Freitas Alves, Carlabianca Cabral de Jesus Canevari

Resumo


No Brasil os transexuais, indivíduos cuja identidade de gênero diverge do sexo biológico, são marginalizados pela sociedade e encontram dificuldades para acessar o Sistema Único de Saúde. O presente estudo buscou identificar essas dificuldades por meio de revisão integrativa de artigos publicados nos últimos cinco anos nas bases SciELO, LILACS, MEDLINE, Campus Virtual de Saúde Pública, Base de Dados de Enfermagem e Coleciona SUS. Foram obtidos 26 artigos, dos quais apenas nove satisfizeram os critérios de inclusão, e, a partir das referências destes, incluíram-se mais nove trabalhos, totalizando 18. Os resultados mostram que as dificuldades encontradas são: hostilidade no atendimento; desrespeito ao nome social; despreparo técnico-científico dos profissionais; dificuldade de acesso aos procedimentos transgenitalizadores; e preconceito. Portanto, é imprescindível aplicar intervenções para minimizar a
segregação dessas pessoas, sendo necessário mais pesquisas nessa área.


Palavras-chave


Sistema Único de Saúde. Pessoas transgênero. Atenção à saúde.

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