Paciente terminal e médico capacitado: parceria pela qualidade de vida

Lino Lemonica, Maria Teresa de Moraes e Souza

Resumo


O desenvolvimento científico dos últimos dois séculos, bem como a modificação da composição humana das sociedades, em que a população idosa é maioria, trazem à luz das discussões da saúde dilemas polêmicos, até então pouco  bordados pela classe médica. Com isso, os profissionais vêem-se frente a situações difíceis, a serem resolvidas na prática clínica diária. Para que isto seja realizado de forma ótima, há influência de diversos fatores: formação profissional, conceitos morais individuais, experiências de vida e, principalmente, informação e preparo do indivíduo para estas
decisões. No presente trabalho, foi realizada uma revisão da literatura internacional dos últimos 10 anos e analisadas as principais abordagens aos dilemas éticos mais freqüentes. Conclui que o médico, tomando como referencial os princípios da beneficência, não-maleficência, autonomia e justiça, e o antigo princípio da Prudência (Phronesis), deve preparar-se para receber os desafios éticos, conhecendo as diversas abordagens existentes, as leis do ambiente em que atua e, primeiramente, a si mesmo, compondo, em harmonia com o paciente, atitudes benéficas e adequadas à ideal assistência
em todas as fases do cuidado, especialmente ao paciente terminal.

Palavras-chave


Bioética; Paciente Terminal

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