Distanásia: Até quando investir sem agredir?

Leo Pessini

Resumo


Este trabalho procura refletir sobre uma questão contemporânea sempre mais polêmica,qual seja, a distanásia (obstinação terapêutica). Iniciamos definindo o que se entende por distanásia,analisando a combinação tecnociência e medicina. Avançamos identificando dois paradigmas básicos, o do curar e cuidar. Neste contexto, fazemos algumas pontualizações sobre alguns conceitos fundamentais no processo: vida - sacralidade e qualidade; sofrimento: que sentido?; filosofia dos cuidados paliativos.Finalizando, vemos o que a ética médica brasileira codificada diz a respeito da distanásia e sinalizamospara a árdua tarefa: de por um lado não matar: por de outro, não procrastinar ou adiar pura e simplesmente a morte. Ao não matar e ao não maltratar terapeuticamente, está o amarás, o cuidar dosofrimento. A perspectiva proposta é a de morrer com dignidade.


Palavras-chave


Distanásia; hospice; futilidade médica

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