Editorial


Resumo


Se você está lendo este editorial é porque o mundo não acabou em 2012, como fartamente alardeou a mídia ao longo de todo o ano. Apesar dos vatícinios  pessimistas, acreditamos que, efetivamente, tenha ocorrido exatamente o contrário, ao menos no Brasil. Consideramos que o país entrou em nova era no que diz respeito à ética na vida pública. O julgamento da Ação Penal 470 pelo Supremo Tribunal Federal (STF) tornou universal o próprio conceito de justiça, aplicando aos poderosos, de forma inédita no país, o rigor legal que até então só alcançava o cidadão comum. Ao universalizar a justiça, tornando-a não só direito formal, mas – de fato – instrumento do pacto social cidadão, a vida pública brasileira pode começar a ser saneada, emancipandose da moralidade colonial que há centenas de anos subjuga o interesse público aos ditames do poder instituído. Pode-se dizer, então, que esse julgamento permitiu aos brasileiros entrever, mais de dois séculos depois, a proposta kantiana para a fi losofi a moral aplicada: Age de tal modo que a máxima da tua ação se possa tornar princípio de uma legislação universal.


Palavras-chave


Editorial; Bioética

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