Bioética e aspectos epidemiológicos de vítimas de violência sexual em hospital-maternidade


Resumo


A violência cotidiana configura-se aspecto representativo da vida social. O abuso sexual é problema de saúde pública, sendo necessária sua detecção precoce, tratamento, acompanhamento e minimização das sequelas. O artigo visa revisar os aspectos epidemiológicos e bioéticos do abuso sexual e sua prevalência mediante estudo retrospectivo e analítico das fichas do Serviço Social de hospital-maternidade pelos parâmetros: sexo, idade, conhecimento do agressor, situação conjugal, traumas físicos, intervalo entre o ato e o atendimento, local e ocupação da vítima. Os resultados apontaram que o estupro foi o crime predominante e a maioria aconteceu na rua. A penetração vaginal foi o tipo mais frequente e a estimulação genital e agressor conhecido foram mais comuns em crianças. O detalhamento do perfil, à conclusão, poderá aperfeiçoar as estratégias para evitar essas ocorrências, melhorar a orientação e o tratamento, com programas e intervenção efetivos, vez que o grau de
exposição à violência é variável.

Palavras-chave


Maus-tratos sexuais infantis;Bioética;Epidemiologia;Notificação de abuso;Violência sexual

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