Recém-nascidos anencéfalos como doadores de órgãos


Resumo


Este artigo baseia-se na discussão do uso de órgãos de recém-nascidos anencéfalos para transplantes terapêuticos. A antecipação do nascimento de um feto anencefálico é debatido amplamente em relação a sua ética. Alguns defendem que o anencéfalo possui malformação cerebral cuja manutenção da vida é possível apenas pelo acesso ao cordão umbilical. Outros alegam que enquanto houver tronco cerebral funcionante não permitem o diagnóstico de morte fetal. A questão é que a remoção de órgãos após o diagnóstico de morte encefálica pode causar danos aos órgãos que serão utilizados. As funções cardiovasculares e respiratórias se deterioram gradualmente, causando lesão isquêmica nos órgãos a serem transplantados, inviabilizando-os. Concluímos que esse tema deve ser debatido extensamente e que faz-se necessário criar novas leis que possam ajudar a resolver este dilema ético.


Palavras-chave


Anormalidades congênitas. Transplante de órgãos. Bioética. Anencefalia.

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