Atitude médica e autonomia do doente vulnerável

Leonor Duarte Almeida, Maria do Céu Machado

Resumo


Este artigo apresenta os resultados de pesquisa envolvendo amostra de 42 médicos de um serviço de oftalmologia de hospital terciário em Portugal. Foi aplicado um questionário com dez perguntas, destinado a avaliar as atitudes de três grupos de médicos com idades e formação pedagógica distintas, em face da autonomia do doente glaucomatoso. Os dados foram analisados indicando a correlação descritiva por meio do teste de Pearson c2. Resultam três atitudes
diferentes com significado estatístico (valor de p<0,05) permitindo considerar a existência de três padrões de comportamento médico, adequados ao grupo etário. A formalização da prática médica à medida que a idade diminui (medicina defensiva) caracterizou o Grupo 1. O respeito pelo doente dominou o Grupo 2. No Grupo 3 prevaleceu a tendência para a medicina paternalista,
onde o esclarecimento depende da educação e caráter do médico. Conclui que a conduta dos médicos remonta ao momento em que iniciaram a atividade profissional, à cultura médica predominante no período e à formação bioética.

Palavras-chave


Autonomia profissional. Autonomia pessoal. Bioética. Oftalmologia. Glaucoma.

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