Ética em cuidados paliativos: limites ao investimento curativo

Lucília Nunes

Resumo


Pensar os limites do investimento curativo requer perspectivas a partir da noção ética de limite, de desenvolvimento da biomedicina e das reflexões da bioética, assim como da natureza dos cuidados paliativos. As três perspectivas – a da ética, a da bioética e a dos cuidados paliativos – configuram territórios compartilhados. No eixo do compromisso de lutar pela vida sem maximizar as intervenções e humanizar os cuidados, destaque-se o respeito pela decisão do doente capaz e competente e a convicção de que existem limites aos cuidados, porque têm de fazer sentido para quem os presta e para aquele a quem são prestados. Os cuidados paliativos
podem assegurar uma assistência o mais completa possível à pessoa que se encontra na última etapa da vida, considerando a morte como um processo normal, que não podem nem devem retardar ou acelerar. O objetivo é prover a melhor qualidade de vida possível para o doente em fase terminal e sua família, até o momento da chegada da morte, de modo verdadeiramente humano, respeitando os limites advenientes da dignidade da pessoa.

Palavras-chave


Cuidados paliativos; Dignidade; Ética; Bioética

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