Força e Fraqueza dos Princípios da Bioética

Hubert Lepargneur

Resumo


O autor contextualiza a aparição da bioética na ausência de certafilosofia da Cristandade, desaparecimento esse cujas etapas balizam a emergência da modernidade, com suas inovações e incertezas. Os norte-americanos propõem "princípios" de vigilância sobre a proteção dos valores, que ainda conseguem amplo consenso. No pólo do individualismo,reina o princípio da Autonomia, que valoriza o sujeito e sua livre vontade. Entretanto, pode se introduzir uma dúvida com a intervenção do terapêuta na privacidade do sujeito, com o passaporte do princípio da Beneficência (que implica evitar todo prejuízo inútil). A sociedade não tarda a pesar sobre a ética da vida, em razão da óbvia solidariedade social: o princípio da Justiça ou eqüidade. Para resolver as pendências bioéticas está proposta, então, uma volta à Prudência de Tomás de Aquino, que orienta a razão prática na escolha do princípio (isto é, do valor subjacente) que melhor concilia, nas circunstâncias concretas, o bem da pessoa e o bem social.

Palavras-chave


Beneficência; autonomia; justiça e prudência

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