Quem tem medo das (bio)tecnologias de reprodução assistida?

Marco Segre, Fermin Roland Schramm

Resumo


O artigo parte da constatação de que o campo das biotecnologias é, atualmente, objeto de profundas polêmicas, inclusive de tipo moral e ético, e que isso se aplica também as assim chamadas Novas Tecnologias de Reprodução Assistida (NTRAs). Depois de tentar desconstruir os principais argumentos morais contrários à utilização das NTRAs, consideradas ilegítimas por não serem “naturais”, os autores defendem a aceitabilidade prima facie das técnicas e biotécnicas de reprodução assistida, por serem fruto de uma escolha informada, livre e responsável – ou autônoma – e consideradas necessárias para enfrentar problemas ligados à reprodução humana, desde que a aceitação esteja acompanhada por uma vigilância eficaz em termos de biossegurança e uma razoável garantia de respeito aos direitos fundamentais dos sujeitos morais envolvidos.

Palavras-chave


Novas Tecnologias de Reprodução Assistida (NTRAs); clonagem; moralidade; eticidade; moral evolutiva; autonomia

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