A relação pessoal como acesso privilegiado para o doente mental grave

Maria Victoria Roque

Resumo


A maioria dos problemas bioéticos atualmente apresentados estão centrados na biotecnologia, mas para encontrar a orientação e o sentido autêntico do progresso científico faz-se necessária uma fundamentação na pessoa humana, ou seja, uma antropologia.

No caso das demências graves, como a de Alzheimer, as intervenções terapêuticas nos níveis farmacológico e psicológico resultam insuficientes para o paciente; portanto, para um efetivo tratamento, é indispensável o acesso a todas as dimensões da pessoa doente, das quais a dimensão relacional, constitutiva de todo ser humano, é extremamente importante. Ela precisa – apesar de sua deterioração físico -mental – estabelecer conosco uma relação interpessoal, que temos que estimular, ao mesmo tempo que nos aporta um incremento de valores.


Palavras-chave


Relação interpessoal`; dignidade do doente mental; identidade pessoal; vida humana

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