Direito dos pacientes às diretivas antecipadas de vontade

Maria Aparecida Scottini, José Eduardo de Siqueira, Rachel Duarte Moritz

Resumo


O presente estudo investigou o conhecimento que 55 pacientes portadores de doenças ameaçadoras da vida detinham sobre seu diagnóstico, prognóstico e a possibilidade de registrar seus desejos sobre final de vida sob a forma de diretivas antecipadas de vontade. Dos sujeitos da pesquisa, apenas um as havia registrado, três deles, após diálogo com a pesquisadora, manifestaram interesse em formalizá-las. Os demais declararam que não lhes fora oferecido oportunidade de conversar sobre o tema. As decisões sobre o final da vida de um enfermo, invariavelmente evidenciam a subestimação da prática de diálogo esclarecedor entre médico e paciente. Os dados do estudo sugerem que as diretivas antecipadas, embora constituam instrumento de respeito a autonomia de vontade dos pacientes portadores de doenças terminais, estão longe de serem efetivadas na prática, o que nos permite sugerir a necessidade de implementar melhor comunicação entre médicos e pacientes sobre o processo de terminalidade da vida. 

 

Palavras-chave


Cuidados paliativos na terminalidade da Vida. Diretivas antecipadas. Bioética

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