Peculiaridades da comunicação ao fim da vida de pacientes idosos

Claudia Burlá, Ligia Py

Resumo


A comunicação com idosos ao final de vida e seus familiares é tarefa delicada para o profissional. Os pacientes estão no equilíbrio de suas fragilidades e fortalezas e o profissional, seu interlocutor, é provocado
a considerar sua própria terminalidade. Os familiares experimentam um processo de luto antecipatório pela perda próxima que irão sofrer. A tomada de decisões deve pautar-se por princípios científicos e éticos. A comunicação deve ser clara, objetiva e adequada à capacidade de assimilação dos interlocutores. O protocolo Spikes é um guia metodológico para a comunicação das más notícias, composto por seis etapas: 1) postura do profissional; 2) percepção do paciente; 3) possibilidade de troca de informações; 4) conhecimento do assunto; 5) capacidade de explorar e enfatizar as emoções; 6) finalização da conversa, com estratégias e síntese. Ressalte-se que, tão ou mais importante que o conteúdo a ser comunicado, é o modo como a comunicação é feita.

Palavras-chave


comunicação; idosos; final de vida; cuidados paliativos

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