Anencefalia: conhecimento e opinião dos médicos ginecologistas-obstetras e pediatras de Goiânia

Marcus Vinícius Martins de Castro Santana, Fernanda Margonari Cabral Canêdo, Ana Paula Vecchi

Resumo


Objetivando analisar o grau de conhecimento e opinião dos médicos sobre anencefalia, foi realizado estudo transversal com 70 ginecologistas-obstetras e pediatras de dois hospitais de Goiânia. Os entrevistados responderam a questionário com 20 perguntas fechadas, com opções “verdadeiro” ou “falso”, abrangendo cinco temas distribuídos em 31 afirmações com respostas em escala tipo Likert. A maioria dos entrevistados afirmou ter assistido a aula sobre anencefalia (70%), e a média de acertos foi de 13,17 questões. As afirmações
com mais acertos versavam sobre a gestação do anencéfalo (80%) e que anencefalia não significa morte encefálica (72%). As questões com menor número de acertos abordavam doação de órgãos de anencéfalo
nascido vivo (35%) e a legislação que permite a interrupção da gestação perante diagnóstico inequívoco de anencefalia (47,1%). Dos profissionais ouvidos, 30,41% concordaram que o anencéfalo tem vida. Conclui-se
que a anencefalia ainda é tema polêmico e necessita ser mais conhecida entre médicos.


Palavras-chave


Aborto. Anencefalia. Morte encefálica. Vida. Anormalidades congênitas. Desenvolvimento embrionário.

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